Plano de banda larga pode ter teles como parceiras, diz ministro

Rede do governo pode atender até 80% da população, diz Paulo Bernardo.
Lula disse que Telebrás será reativada para expandir acesso à internet.



O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta sexta-feira (19/02/2010), durante congresso nacional do PT, em Brasília, que o governo pode fazer o Plano Nacional de Banda Larga em parceria com as companhias telefônicas, desde que elas pratiquem preços menores e levem o acesso aos lugares mais remotos. O plano prevê a universaliação do acesso à internet de alta velocidade no país.

“Se as empresas fecharem um acordo com o governo e assumirem a responsabilidade de atender os consumidores em todo país a um preço decente, nós podemos fazer um acordo para levar o plano adiante com elas”, disse o ministro.


Segundo ele, hoje as empresas cobram preços muito elevados para o acesso à internet e não atendem os lugares mais distantes.

Bernardo disse que a alternativa de parceria com as teles pode mesmo ser implementada e exige “uma grande soma de investimento”. Segundo ele, o cenário mais barato do Plano Nacional de Banda Larga custará cerca de R$ 3 bilhões ao governo federal em dez anos.


Ele revelou ainda que o presidente conversou recentemente com os empresários do setor de telecomunicações e ouviu deles que há interesse no setor privado de se integrar ao Plano.

“Pelo nosso plano, em 2015 conseguiremos levar a internet para o dobro de consumidores do que atual ritmo de mercado indica”, afirmou. O ministro afirmou que a rede de fibras óticas da antiga Eletronet já foi reintegrada judicialmente ao patrimônio do governo federal e que, sozinha, ele atinge cerca de 60% do território nacional e 80% dos lares brasileiros.

O ministro do Planejamento informou ainda que o governo pode fazer isenções fiscais à produção de aparelhos de modem para facilitar o acesso da população. “A gente também pode colocar esses modens como item obrigatório dos computadores do programa Computador para Todos”, comentou.


Bernardo disse que considera um preço justo se o consumidor tiver que pagar até R$ 30 para ter acesso à internet banda larga. “O problema é que as operadoras de telefonia cobram muito mais e não querem ganhar no volume e sim no preço”, disse.

fonte G1